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Carreiras e trajetórias profissionais: desafios e novas perspetivas

28/12/2018
Språk: PT

O encontro “Carreiras e trajetórias profissionais: desafios e novas perspetivas” teve lugar no Centro de Congressos de Lisboa, no dia 5 de novembro.

Organizado pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional – ANQEP (enquanto serviço nacional de apoio da Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa – EPALE), numa parceria com a Fundação AIP, no âmbito da Futurália 2019, este encontro assinalou o início da Semana Europeia da Formação Profissional, em Portugal, que decorreu entre 5 e 9 de novembro.

Especialmente destinado a profissionais e especialistas em educação e formação de adultos, a sessão plenária do encontro foi inaugurada por André Magrinho, da Fundação AIP, que salientou as mudanças decorrentes da indústria 4.0, referindo que são “muitos os desafios que se colocam com a transformação digital”, o que nos leva a “repensar a forma do trabalho e de como deve ser gerido”.

Na abertura do evento, também Ana Cláudia Valente, Vogal do Conselho Diretivo da ANQEP, proferiu algumas palavras sobre a EPALE, referindo que o tema do debate do mês de novembro (educação de adultos e o desenvolvimento de carreira) “sugere mais perguntas do que respostas”. Ana Cláudia Valente frisou ainda a intervenção e o papel da ANQEP, no âmbito do Programa Qualifica.

De seguida, o Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, salientou que “as questões do futuro do trabalho e das qualificações interpelam a noção de trajetória”, levando a questionar se faz sentido falar de carreira, “sobretudo quando pensamos nas transformações que originam novas formas no trabalho e na economia”. Relembrando que a “robotização eliminará 14% dos empregos mas criará novos e recategorizará outros já existentes, o que significa uma erosão significativa que motivará alterações/adaptações”, o Secretário de Estado do Emprego defendeu ainda que “todas as questões de aprendizagem ao longo da vida, qualificações, capital humano ou talento são decisivas para uma aposta vencedora” face aos desafios do futuro.

Conhecimento: o elo entre o passado e o futuro

O primeiro painel do dia, centrado no tema “Conhecimento: o elo entre o passado e o futuro”, foi moderado por David Mallows, coordenador temático da EPALE, e contou com a participação de Pedro Guedes de Oliveira, da iniciativa Portugal INCoDe.2030, Luís M. Correia, do Instituto Superior Técnico (IST), e Hugo Carvalho, do Conselho Nacional de Juventude.

Pedro Guedes de Oliveira apresentou a iniciativa Portugal INCoDe.2030 que assenta em cinco eixos - inclusão, educação, qualificação, especialização e investigação.

Já Luís M. Correia abordou a iniciativa Técnico+, que resulta numa resposta estruturada “para as necessidades de formação avançada e profissional”. Segundo o Vice-Presidente do IST, “a internet facilitou muito a economia do conhecimento”, mas “mais do que ter conhecimento é preciso saber juntá-lo”.

Por outro lado, Hugo Carvalho salientou que é preciso “ter conhecimento tecnológico e um quadro mental que nos permita ser criativos. Logo é preciso antecipar o exercício mental sobre quais as competências que vão ser necessárias no futuro”. O Presidente da Direção do Conselho Nacional de Juventude salientou ainda que “o sistema educativo é acessível mas há uma dificuldade em abri-lo às novas necessidades, e não precisa de ser só por via da tecnologia”.

Neste sentido, Luís M. Correia defendeu que é preciso «acabar com o “papão” da matemática, da física e da química e ajudar a desmistificar isso para que as pessoas tenham acesso a estas áreas e a melhores empregos».

Carreiras e trajetórias na idade adulta – desafios e oportunidades

No período da manhã teve ainda lugar o segundo painel - “Carreiras e trajetórias na idade adulta – desafios e oportunidades”, moderado por Ana Cláudia Valente. Este painel contou com as intervenções de Paulo Feliciano, Vice-Presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), e de António Almeida, docente no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

Durante a sua apresentação, Paulo Feliciano abordou a interação entre o desemprego, as qualificações e a idade, sublinhando que entre os 45 e os 65 anos, “o desemprego é mais elevado e está associado a baixos níveis de qualificação”. É a conjugação entre baixa escolaridade e idade elevada que é mais geradora de desemprego, em particular, de desemprego de longa duração.

O Vice-Presidente do IEFP referiu ainda que os cursos de educação e formação de adultos (EFA) têm registado “uma evolução no número de inscrições, verificando-se uma maior participação no nível básico”. Já no caso das formações modulares, os “níveis de participação têm diminuído. Os alunos que desistem têm uma taxa de empregabilidade elevada, provavelmente desistem por já terem ofertas de emprego”. Paulo Feliciano abordou ainda os sinais do mercado trabalho, no que diz respeito às saídas profissionais.

Para António Almeida, “toda a educação é profissionalizante e toda a formação profissional é educadora”. O docente do IPS afirmou que “há cada vez mais contacto entre estes dois mundos e o que importa é o modo como construímos a estrutura de oportunidades para que as pessoas tirarem partido dela”.

O professor recordou ainda que “nos últimos 10 anos, as empresas envolveram-se mais nas formações para qualificar os seus recursos humanos mas o problema está na qualidade das formações. De acordo com o investimento das empresas e o número de horas de formação é possível explicar esta questão: ações de formação de baixo custo têm poucos efeitos reprodutores”, rematou.

O período da tarde foi dedicado à realização de quatro workshops, onde foram abordados os seguintes temas - “o futuro do trabalho, carreiras e trajetórias”, “literacias, soft skills e competências emergentes”, “aprendizagem ao longo da vida: compromisso para a inclusão” e “conhecimento, património e empregabilidade”.

Eduardo Marçal Grilo, Presidente do Conselho Estratégico da Futurália, fez um balanço sobre os trabalhos do dia, onde referiu que vivemos em “sociedades multiculturais e multilinguísticas, com grandes desigualdades” e estamos perante “uma digitalização da vida, onde vão emergindo novas profissões e desaparecendo outras”. Segundo Marçal Grilo, para que os jovens lidem com a “mudança e a imprevisibilidade do futuro” terão de ter uma grande formação de base, visto que “não se domina soft skills sem uma boa base cognitiva, a matemática, a história, as artes e as ciências experimentais”. Além disso, o Presidente do Conselho Estratégico da Futurália salientou a importância das “atitudes, da cultura de exigência e dos valores” porque no futuro os jovens de hoje “vão ocupar cargos que ainda não se conhecem”. Para terminar, constatou que “os jovens vão ter uma profissão que é uma soma de atividades”.

A sessão de encerramento foi conduzida pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, que abordou a importância de estudar, referindo que “o Perfil do Aluno visa identificar as competências e os valores necessários para que, à saída da escola, os jovens estejam preparados para o caminho que escolheram e, sobretudo, sejam capazes de aprender ao longo da vida”.

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