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Recurso

OECD Employment Outlook 2018

Idioma: PT

Publicado por Ana Isa Figueira

A edição de 2018 deste estudo volta a focar a importância de os trabalhadores tirarem o máximo partido dos avanços tecnológicos em curso, através de um aumento efetivo das suas competências, protegendo-se, desse modo, das consequências associados às mudanças verificadas no emprego.

Por esse motivo, a OCDE volta a frisar o facto de ser “essencial que os países desenvolvam serviços de educação e formação de elevada qualidade e que proporcionem oportunidades de aprendizagem acessíveis, ao mesmo tempo que desenvolvem sistemas de antecipação da procura em matéria de competências”.

Na análise às tendências e perspetivas de emprego nos países da OCDE, este organismo constata que o crescimento dos salários tem prosseguido a um ritmo lento, apesar de se ter verificado uma descida nas taxas de desemprego. Comparativamente ao período pré-crise, o desemprego acompanha agora os níveis existentes nessa altura, mas o mesmo já não sucede com os salários nominais, que prevalecem abaixo dos valores praticados nessa altura.

Outra preocupação registada pela OCDE prende-se com a prática de baixos salários, com um “agravamento significativo nos rendimentos dos trabalhadores a tempo parcial relativamente aos dos trabalhadores a tempo inteiro, associado ao aumento de emprego involuntário a tempo parcial numa série de países”.

Outra constatação prende-se com a descida na percentagem de mão-de-obra, refletindo, em parte, o aparecimento de empresas “superstar”. Estas empresas detêm um grande dinamismo tecnológico, necessitando de pouca mão-de-obra.

É também assinalado o papel fundamental das instituições de negociação coletiva, que abrangem um em cada três trabalhadores nos países da OCDE, no desempenho do mercado de trabalho. Ainda assim, são reconhecidos riscos de diminuição da produtividade, para os sistemas centrais, nas tentativas de se promover a igualdade e níveis de empregos mais elevados. Por esse motivo, a OCDE sugere, com base na experiência verificada em vários países, uma coordenação e uma descentralização organizada com parceiros sociais de base alargada que ajudem a obter melhores resultados, conjugando níveis adequados de inclusão com flexibilidade.

É também sugerido o “desenvolvimento de estratégias nacionais de ativação eficazes que eliminem as barreiras enfrentadas” por parte dos trabalhadores que, todos os anos, perdem o seu emprego devido a mudanças verificadas na economia, sofrendo, em consequência, perdas de rendimento significativas.

Outro domínio de análise prende-se com o acesso dos desempregados a benefícios sociais, referindo a OCDE que “os apoios acessíveis às situações de desemprego são um ingrediente crucial de uma política de mercado de trabalho inclusiva que protege os trabalhadores e não os empregos. Mas, em média, menos de um em três candidatos a emprego recebe prestações por desemprego na OCDE e a tendência decrescente a mais longo prazo da cobertura das prestações continuou a manifestar-se em muitos países após a crise financeira e económica”.

Por fim, é constatada a disparidade de género nos rendimentos do trabalho, com as mulheres a auferirem um rendimento médio 39% abaixo do dos homens em 2015, agravando-se este ao longo da vida profissional. Este estudo refere que, na maioria das situações, “essa disparidade é criada na primeira metade da carreira” .

Autor(es) do recurso: 
OECD
ISBN: 
978-92-64-30179-5
Data de publicação:
Quinta-feira, 12 de julho de, 2018
Língua do documento
Tipo de recurso: 
Estudos e relatórios
País:
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