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Recurso

“Estado da Educação 2017”

Idioma: PT

Publicado por Ana Isa Figueira

O Conselho Nacional de Educação lançou a publicação “Estado da Educação 2017” que apresenta um olhar sobre a situação educativa portuguesa, assente numa tripla perspetiva.

Numa perspetiva cronológica, o estudo apresenta a identificação de dinâmicas temporais entre indicadores ao longo da década 2007-2017.

Do ponto vista geográfico, é comparada e contextualizada a realidade portuguesa no espaço da União Europeia (UE), dos países da OCDE e do mundo.

Por outro lado, a publicação apresenta uma abordagem direcionada para o futuro próximo e traduzida em metas estabelecidas por diferentes entidades internacionais, como as metas de educação e formação / Estratégia Europa 2020 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 adotada pelas Nações Unidas.

De acordo com estas metas e objetivos, a publicação “Estado da Educação 2017” assume-se como um retrato em números e gráficos, salientando os avanços notáveis realizados em Portugal, bem como o caminho a percorrer.

Relativamente aos avanços, a publicação refere três indicadores: o analfabetismo que abrangia 25% da população, nos anos 70, representa agora cerca de 5% (valor correspondente à média europeia de outros países da UE); por outro lado, a educação pré-escolar em Portugal aproxima-se da meta dos 95%, definida pela UE para 2020, no que se refere às crianças entre os 4 anos e a idade de início da escolaridade a frequentar este nível de educação; também a taxa real de escolarização entre os 5 e os 14 anos é hoje, em Portugal, de 98%, estando em linha com a média dos países da OCDE e da UE28.

Este documento refere ainda que Portugal foi um dos países que mais progrediu nos últimos 15 anos, porém as exigências e as necessidades educativas continuam a aumentar exponencialmente, sobretudo devido ao progresso tecnológico acelerado, pelo que se exige uma educação cada vez mais longa e com mais possibilidades de alternância entre o trabalho e as ofertas formativas.

De acordo com este estudo, verifica-se uma redução da taxa de retenção e desistência em todos os anos de escolaridade do ensino básico regular, tendo sido registada a taxa mais baixa da década, no ano letivo 2016/2017, e consequentemente a maior taxa de conclusão (93%).

Relativamente ao ensino secundário, a publicação assinala uma evolução positiva na frequência dos alunos, sobretudo ao nível dos cursos de dupla certificação que, no ano letivo 2016/2017, abrangeram 42% dos alunos. Além disso, a taxa de conclusão deste grau de ensino atingiu 72,5% nos cursos científico-humanísticos e 76,2% nos cursos profissionais/tecnológicos, no mesmo ano letivo.

Sobre o nível de qualificação dos adultos, apesar de um crescimento expressivo da percentagem dos que têm pelo menos o ensino secundário completo, o estudo revela que cerca de 2,5 milhões de cidadãos, maiores de 15 anos, têm no máximo o 1.º ciclo do ensino básico. Desta forma, a frequência em ofertas de educação e formação para adultos está aquém do desejável.

O presente documento abrange ainda a questão da territorialidade, apresenta contributos sobre a valorização do interior e destaca algumas recomendações.

Autor(es) do recurso: 
Conselho Nacional de Educação ( CNE)
ISBN: 
978-989-8841-20-9
Data de publicação:
Sexta-feira, 16 de novembro de, 2018
Língua do documento
Tipo de recurso: 
Estudos e relatórios
País:
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