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Sala de imprensa

ERASMUS+: CTRL+ALT+ENTERprise_Autoemprego para a Integração Social de Pessoas Vulneráveis

07/09/2016
Idioma: PT

 

Realizou-se a segunda reunião do projeto comunitário do Programa, ERASMUS+: Ctrl+Alt+EnterPrise. Self-employment for social inclusion of vulnerable people (projeto n.º 2015-1-IT01-KA202-004655) em Pordenone, Itália, entre os dias 26 e 27 de Maio, 2016, com a participação de Cândida Silva e Céu Branco, a representar a Epralima (entidade parceira do projeto). Foram discutidas questões administrativas, a realização da primeira atividade do Output 1 e planeamento de atividades futuras.

O projeto está a ser implementado pelo coordenador Azienda per l'Assistenza Sanitaria n. 5 Friuli Ocidental - Itália, e os seguintes parceiros:

  • Comune Di Pordenone, COOPERATIVA ITACA, & SOFORM SCARLm - Itália

  • Mag Società Mutua per l'Autogestione, Verona - Itália

  • Development Agency of Eastern Thessaloniki's Local Authorities, ANATOLIKI S.A. - Grécia

  • SKUP - Skupnost privatnih zavodov - Eslovénia

  • EPRALIMA_Escola Profissional do Alto Lima, C.I.P.R.L. - Portugal

    O projeto visa contribuir para o reforço da formação de empreendedorismo e autoemprego, como uma estratégia para melhorar a inclusão social e laboral das pessoas vulneráveis.

    A primeira atividade do Output 1 diz respeito ao desenvolvimento de um Referencial de Avaliação visando identificar potenciais empreendedores dos grupos sociais vulneráveis. Este modelo será o resultado de uma análise comparativa das práticas existentes de todos os países participantes a partir da avaliação realizada pelos diversos especialistas em termos das Competências Nucleares, Profissionais e Motivacionais necessárias para iniciar uma empresa bem-sucedida. O objetivo final desta ação é proporcionar uma metodologia compartilhada e padronizada, para analisar as competências nucleares, profissionais, e de motivação que são essenciais para o sucesso de uma start-up.

    Foi neste contexto que a Epralima dinamizou uma mesa redonda de debate, que decorreu no dia 10 de Maio de 2016 nas instalações da sede em Arcos de Valdevez e contou com a presença de um grupo de profissionais com uma experiência de terreno extremamente valiosa e que foram determinantes para a elaboração do estudo, como por exemplo: Fernanda Velinças e Jorge Quintas a representar a ACIAB, Sónia Almeida a representar a ADERE-PG, Olga Fernandes e Cláudia Barros a Representar a CDLS 3G Ponte de Lima, Laura Galvão a representar a Checklist, Jorge Miranda a representar a InCubo e Manuel Pereira a representar a IPVC-ESCE. Para além da análise das práticas, houve também espaço para o debate sobre alguns modelos existentes de avaliação e desenvolvimento de ideias de negócio, assim como o desenvolvimento de programas específicos de formação para quem quer iniciar a sua própria empresa.

    Esta análise reuniu testemunhos valiosos, e para além de ter contado com os membros que participaram na mesa redonda, outros profissionais (formadores, consultores) e entidades (IEFP_ Centro de Emprego de Arcos de Valdevez) deixaram o seu contributo tendo dado lugar ao seguinte conjunto de considerações que a seguir se passa a transcrever:

  • «A maioria dos indivíduos estão pré-formatados para serem empregados, não empreendedores ou líderes»;

  • «Motivação e persistência são fundamentais na criação de um negócio, assim como as atitudes pró-ativas e o apoio do seio familiar e ambiente envolvente»;

  • «Atualmente um dos grandes problemas que existe quando se fala na criação de negócios é a falta de conhecimento em determinadas áreas por parte dos candidatos, tais como: gestão, contabilidade, capacidade de negociar, etc.»;

  • «Necessário ter cuidados redobrados quando lidamos com pessoas economicamente desfavorecidas e com fracos recursos económicos, pois é flagrante o interesse em receber dinheiro rápido, mas este poderá tornar-se numa armadilha para estes públicos»;

  • «Os públicos vulneráveis tornam-se mais complicados pelo facto de mexer no foro psicológico e estes já se encontram muito sensíveis e vulneráveis devido à situação que vivem diariamente»;

  • «Imprescindível conhecer e compreender o passado do individuo, ou seja, é necessário explorar o indivíduo e identificar o clique individual, ou seja, o que motiva o individuo e descobrir o que o individuo gosta e sabe fazer e como estas competências poderão ser aplicadas numa ideia de negócio»;

  • «Existem várias vertentes de públicos vulneráveis, pois não se trata somente de público economicamente ou financeiramente desfavorecidos, trata-se também de público fisicamente e geograficamente desfavorecidos»;

  • «Degradação económica leva a uma degradação social que se torna pior do que a falta de dinheiro, ou seja, a falta de competências básicas»;

  • «É necessário estar em consonância com o mercado, mas temos que saber identificar qual é o nosso mercado, daí que é necessário realçar que quando se trata do mundo empresarial não existem pessoas desfavorecidos, mas sim muita competitividade e estes têm que ser competitivos. No entanto é necessário encontrar soluções, sendo um exemplo a promoção de trabalho em parceria, e tentar eliminar o sentimento subjacente a estes públicos, nomeadamente o sentimento de luta pela sobrevivência».

    A partir de Outubro 2016 será publicado o Referencial de Avaliação que revelar-se-á útil para apoiar as entidades que operam a sua actividade na promoção de projetos de empreendedorismo e incubação de negócios.

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