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Sala de imprensa

Educação e Formação de Adultos: Retrato Estatístico

29/06/2018
Idioma: PT

Entre 2007 e 2016, a taxa de participação dos adultos em atividades de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) aumentou cerca de 20 pontos percentuais e este aumento deveu-se sobretudo à duplicação que houve relativamente à participação em educação não formal. Quanto à educação formal, esta também aumentou mas decresceu em 2016.
Estes são alguns dos dados revelados pelo documento que o Instituto Nacional de Estatística disponibilizou no seu site, tendo por base os resultados da 3.ª edição do Inquérito à Educação e Formação de Adultos (IEFA), realizado em 2016, junto da população adulta (em Portugal, dos 18 aos 69 anos) e concretizado através de 14.211 entrevistas (correspondentes a uma amostra de 12.063 unidades de alojamento).
O documento não só traça o retrato de Portugal como o compara com a situação verificada noutros Estados-Membros.

Em termos territoriais, na década em análise e considerando a comparação em três anos em concreto (2007, 2011 e 2016), foi a Região Autónoma da Madeira a que registou um maior acréscimo de participação em ALV. Mas, em termos absolutos, as taxas mais elevadas registaram-se na Área Metropolitana de Lisboa e na região Centro.
Numa análise por género, é notada uma participação mais elevada nos homens (a sua participação passou de 31,1% em 2007 para 51,5% em 2016). Nas mulheres esse aumento foi de 30,7% para 49%.

Em termos etários, o estudo revela que "pese embora o facto de a participação em ALV ser mais elevada na população mais jovem (em 2016 abrangia 80,7% da população dos 18 aos 24 anos, descendo continuadamente até 28,6% da população dos 55 aos 64 anos), destaca-se a participação das pessoas do grupo dos 35 aos 44 anos, com o maior aumento da década (25,4 p.p.)".

Outra conclusão do estudo correlaciona a participação em ALV com escolaridade mas, na década em análise, os maiores aumentos "observaram-se entre quem tinha níveis de escolaridade mais baixos". Se não se comparar as evoluções entre anos, verifica-se que "a participação em ALV é sempre mais elevada para quem tem ensino superior e aumenta, genericamente, com o nível e escolaridade completo".


Outra evidência que é realçada pelo estudo é a correlação que é estabelecida entre a participação em ALV e a escolaridade dos progenitores. Quando mais elevada é essa escolaridade maior é a tendência para se participar em ALV.

A condição perante o trabalho também tem grande influência, verificando-se que são os empregados, sobretudo trabalhadores por conta de outrem, que apresentam "aumentos relativos mais elevados na participação em ALV ao longo da década 2007-2016".
Outro dado relevante prende-se com os grupos profissionais. O estudo revela que a "participação em ALV é mais elevada nos grupos de profissões que exigem maiores níveis de qualificação". No entanto, a análise da década evidencia, "que o maior crescimento relativo em termos de participação naquele tipo de atividades revelou-se justamente nos profissionais que ocupavam profissões menos qualificadas".
Outro fator decisivo e influenciador da participação em ALV são os hábitos de leitura de livros.

Quando comparado com outros países da União Europeia, "Portugal destaca-se como o país com maior aumento na proporção de participação em atividades de ALV" (19,7 p.p), seguida da Áustria (mais 18,0 p.p.).

Outras constatações do estudo permitem afirmar que a maioria das atividades de educação formal prende-se com a frequência do ensino superior. Já as não formais estão relacionadas com o trabalho. No que respeita às atividades de aprendizagem informal, o Instituto Nacional de Estatística infere ter havido uma generalização, "tendo mais do que duplicado numa década" (passou de 40,8% em 2007 para 89,4% em 2016).
O conhecimento de línguas estrangeiras também aumentou: "Em 2016, 71,8% das pessoas com idade dos 18 aos 64 anos afirmaram conhecer outra língua para além da língua materna (...). Em 2007, esse valor era de 52,0% e em 2011 de 61,3%".
Considerando apenas os não participantes em educação, formação e aprendizagem, "continuam a ser os mais velhos os menos escolarizados e os inativos (exceto estudantes) quem regista os níveis mais elevados de não participação". As principais razões apontadas como obstáculos são o horário (28,9%), os custos (17,2%) e as responsabilidades familiares (13,7%).

Também os prémios salariais se revelaram crescentes com o nível de escolaridade, mas, o estudo acrescenta que foram menores em 2016 do que em 2011. De 2011 para 2016, assistiu-se "a um decréscimo generalizado dos prémios salariais, sobretudo no do ensino superior. Neste caso, o prémio salarial situou-se até abaixo do que tinha sido observado em 2007, ao contrário do sucedido para os restantes níveis de escolaridade, o que poderá estar associado ao forte acréscimo no número de pessoas que completaram o ensino superior nos últimos anos".

Outra nota releva ainda que "a participação em educação não formal também contribuiu para acréscimos salariais, mas menos notórios do que no nível de escolaridade completo (educação formal)".

Por fim, o estudo comprova que "o nível de educação da mãe, quando comparado com o do pai, tem maior impacto na probabilidade de uma pessoa ter ensino superior" (um aumento de 39,1% se a mãe tiver ensino superior e de 28,8% como probabilidade se esse grau for detido pelo pai).

 

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