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Sala de imprensa

DA DIGITALIZAÇÃO ÀS COMPETÊNCIAS PESSOAIS - O trabalho voluntário no terceiro setor na Europa

09/02/2017
Idioma: PT

Por toda a Europa, existem diferenças relativamente ao trabalho de voluntariado desenvolvido no Terceiro Setor. Em alguns países o trabalho de voluntariado é mais estruturado do que noutros e as competências adquiridas em contexto profissional e formativo dos voluntários são bastante diversificadas. Por exemplo, na Finlândia os voluntários de organizações do terceiro setor, normalmente, têm o mesmo nível de formação base que os restantes funcionários.

O Reino Unido tem vindo a trabalhar em normas profissionais, a que chamam “Occupational Standards”, para promover a orientação dos profissionais que trabalham diretamente com voluntários, no entanto, isso não ocorre em todos os países e quando acontece essas normas estão muito relacionadas com o sistema educativo. 

Muitos estudos (2000 a 2010) apontam ainda a importância do crescimento do terceiro setor na Europa e no caso de Portugal entre “... 1997 e 2007 o número de trabalhadores nas várias instituições/organizações do terceiro sector cresceu um terço (Carvalho, A. 2010)…”. 

Tendo em conta esta realidade a e experiência ao nível do desenvolvimento e implementação de projetos internacionais a Kerigma- Inovação e Desenvolvimento Social de Barcelos, abraçou o desafio e associou-se a esta parceira no desenvolvimento e implementação do projeto Future Skills for the Third Sector (FUTUR3).

O Projeto FUTUR3 é financiado pela Comissão Europeia através do Programa Erasmus+, no âmbito da Ação-chave 2 (KA2) – Cooperação para a inovação e o intercâmbio de boas práticas (Parcerias Estratégicas). Tem uma duração de 2 anos (2016-2017) e está a ser desenvolvido por um consórcio transnacional de 10 parceiros provenientes da Finlândia (coordenador do projeto), Bulgária, Hungria, Itália, Letónia, Polónia, Roménia, Turquia, Reino Unido e Portugal.

O projeto tem como objetivo mapear as competências dos Coordenadores/ Gestores de trabalho voluntário do terceiro setor; recolher informação sobre as necessidades futuras dos Coordenadores/ Gestores de Voluntários; fazer a recolha de boas práticas e a descoberta de bons exemplos ao nível da formação para Coordenadores/ Gestores de voluntários e testar um modelo de Aprendizagem de Pares baseado no modelo Design Thinking.

Para o desenvolvimento do modelo de questionário, utilizado numa fase inicial do projeto, o nosso trabalho baseou-se no modelo de quatro cenários (Status Quo; Comunidades “Perdidas”; Crescentes Desigualdades e cenário Técnico /Digitalização), que foram desenvolvidos/ criados a partir da experiência dos diferentes Parceiros envolvidos no projeto e de um workshop realizado na Finlândia para profissionais de diferentes organizações.

Os especialistas entrevistados em cada país, e que contribuíram para o desenvolvimento do relatório apontam o cenário tecnológico como sendo o mais provável e urgente num futuro próximo.

Numa primeira fase do projeto, foram aplicados 485 questionários e realizadas 20 entrevistas a Coordenadores / Gestores de voluntários dos vários países envolvidos, com o objetivo de recolher informação sobre: as necessidades formativas dos Coordenadores/Gestores de Voluntários; que competências devem possuir os Coordenadores/Gestores de Voluntários e que competências devem possuir os voluntários. Fizemos várias observações a partir do material, principalmente sobre as diferenças na forma como o terceiro setor é definido, bem como necessidades de competências.

Da análise efetuada aos 43 questionários recolhidos em Portugal, verificamos que no que respeita à questão sobre que “competências devem possuir os Coordenadores/ Gestores do trabalho voluntário”, as competências apontadas como sendo as mais importantes são “capacidade de gestão de conflitos; o planeamento das atividades; a capacidade de liderança e a gestão de tempo”. Seguidamente consideram como sendo importantes o “conhecimento específico ao nível das leis que regulam a atividade dos voluntários; a capacidade ao nível da pesquisa e recolha de informação acerca das necessidades; a execução de tarefas e a capacidade de promoção do trabalho dos voluntários”.

Ao nível das necessidades formativas as temáticas apontadas recaem sobre: “gestão de equipas, gestão de tempo; gestão e coordenação de voluntários; cooperação institucional; desenvolvimento de projetos para o voluntariado jovem; fundraising e gestão das emoções em contexto de crise”.

O relatório completo e os exemplos de boas práticas ao nível da formação para Coordenadores/ Gestores de voluntários encontram-se disponíveis no site do projeto (http://www.futur3skills.eu

Numa segunda fase do projeto serão desenvolvidas ações/ workshops temáticos para os Coordenadores/ Gestores do trabalho voluntário tendo por base a metodologia de Aprendizagem de Pares – Design Thinking, processo estruturado na abordagem de novas ideias e/ou soluções que tenham um impacto positivo nas práticas quotidianas.

Em Portugal, contamos com a colaboração de algumas organizações/ instituições que trabalham diretamente com Gestores / Coordenadores de Voluntários e Voluntários, como é o caso da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Barcelos; SOPRO – Solidariedade e Promoção; AISB – Associação de Intervenção Social de Barcelos e ISJD - Casa de Saúde S. José.

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