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Piotr Witek: promover a acessibilidade digital

A pandemia demonstrou que os jovens com deficiência - neste caso, estudantes - têm competências na área das TIC acima da média.

Piotr Witek

Breve Biografia

Sou formador e especialista em acessibilidade e tecnologias de apoio. Trabalho na Fundação Instituto para o Desenvolvimento Regional e na empresa Utilitia. Além disso, tenho o meu próprio site, designado Moja Szuflada.

A minha EPALE

Leio artigos e ouço podcasts. Utilizo a plataforma para encontrar diferentes métodos de formação. Também me interesso pelas novas tendências na educação. Gostaria de aprender mais sobre experiências de educação de adultos de diferentes perspetivas. O meu principal objetivo é desenvolver as minhas competências na área da formação. No futuro, espero vir a ser um membro mais ativo na Comunidade EPALE.

A minha História

No meu trabalho, coordeno as atividades da equipa de acessibilidade digital e desempenho o papel de assessor para autarquias, administrações públicas, pessoal universitário e empresários. Treino outras pessoas atendendo às necessidades e expetativas dos destinatários e utilizadores no domínio das soluções disponíveis, das tecnologias de assistência e de apoio e das suas possibilidades. Sou cego e, através das minhas atividades e tarefas educativas, procuro tornar o mundo em redor mais aberto às necessidades das pessoas com deficiência. Conheço as necessidades das pessoas com deficiência, porque como uma pessoa que já viu, é-me mais fácil apresentar problemas e projetar soluções.

Em setembro de 2020, fui convidado pelo Escritório para Pessoas com Deficiências da Universidade Adam Mickiewicz, em Poznań, a apresentar a problemática da educação a distância para pessoas com deficiência. A minha formação contou com a participação de professores que, pela primeira vez, se depararam com o problema da educação a distância, da disponibilidade de materiais educativos digitais e de diferentes formas de apresentar vários conteúdos e ainda de ministrar aulas a distância.

Foi interessante perceber que alguns dos docentes não sabiam que as suas aulas eram frequentadas por pessoas com deficiência e que, até então, inconscientemente lhes negavam a oportunidade de aproveitarem ao máximo as aulas.

A pandemia demonstrou que os jovens com deficiência - neste caso, estudantes - têm competências na área das TIC acima da média. Estão muito mais desenvolvidos do que os seus pares saudáveis. Isso deve-se à necessidade de utilizarem os serviços digitais mais recentes, como o e-govermment, as lojas e os bancos online, a entrega de alimentos e de outros produtos que encomendam, etc.

A COVID-19 obrigou os docentes que trabalham num espaço físico a adquirirem, imediatamente, competências digitais. Essa necessidade foi combinada com a aquisição de conhecimentos e competências no campo da acessibilidade digital.

No decurso da formação, os participantes aprenderam como utilizar instrumentos para uma cooperação eficaz que garanta o nível adequado de acessibilidade para as tecnologias de apoio, bem como sobre os métodos e ferramentas para a criação de materiais multimédia. Também adquiriram competências relacionadas com a apresentação de conteúdos de forma acessível, aumentando a atividade dos participantes ao incluir exames online nas discussões.

Constatou-se que o conteúdo discutido despertou grande interesse e provocou uma discussão animada. Paralelamente, houve uma troca interna de informações relacionadas com as soluções que foram aplicadas.

A minha experiência mostra que o maior efeito na área de acessibilidade advém da educação que combina competências digitais com competências relacionadas com a acessibilidade.


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