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Mateusz Konieczny: fora da minha zona de conforto com os 30 desafios do meu 30.º aniversário

Ainda não completei todos os desafios. Alguns permanecerão comigo por muito tempo.

Mateusz Konieczny Breve Biografia

Sou sociólogo, formador, profissional de orientação para a carreira, formador com certificação FRIS® e especialista da Youth Wiki. Sou também mentor para os programas de desenvolvimento de jovens e de adultos. Formei-me na Universidade de Varsóvia, na SWPS University e na Freie Universität, em Berlim. No âmbito da minha tese de doutorado, estou a desenvolver uma investigação sobre qualificações e emprego. Também sou o fundador da Manufaktura Przyszłości - uma organização que apoia a definição da educação.

A minha EPALE

Sou especialista no desenvolvimento de competências sociais e profissionais. Faço diagnósticos de potencial educacional e profissional e dou apoio aos profissionais de educação no âmbito da preparação de jovens para o ingresso no mercado de trabalho. Utilizo a ferramenta FRIS® no apoio ao desenvolvimento individual de clientes e da sua capacidade em trabalharem com eficácia integrados numa equipa. Sendo um Visionário (de acordo com o inquérito FRIS®), gosto de desenvolver novas soluções, tanto online quanto offline. Uso a plataforma EPALE e incentivo os destinatários das minhas atividades educativas a adotarem uma abordagem de aprendizagem ao longo da vida.

A minha História

No ano passado, fiz 30 anos e elegi 30 desafios para o meu 30.º aniversário (# 30 em 30). Quero agradecer à comunidade EPALE, aos meus amigos e às pessoas que não conhecia, que, em janeiro de 2020, me deram dezenas de ideias para atividades interessantes, embora desafiantes. Algumas delas, incluindo passar 30 dias sem mencionar os media sociais e entrar no CrossFit, exigiram que eu saísse da minha zona de conforto e outras tiveram de ser modificadas devido à situação social atual. Ao fazer a lista de desafios, queria adquirir novas experiências, conhecer novas pessoas e obter novos conhecimentos sobre o mundo e sobre a minha própria pessoa.

Era importante para mim estimular outras pessoas a serem ativas, para que elas e as suas comunidades pudessem beneficiar dessa atividade. Ainda não completei todos os desafios. Infelizmente, não visitei 30 novas localidades e não fiz 25.000 quilómetros para percorrer toda a extensão da Polónia, utilizando transportes públicos. Mas pretendo concluí-los nos próximos meses.

Alguns desafios permanecerão comigo por muito tempo.

Por falar em desafios e mudanças, ocorre-me pensar no modelo de gestão da mudança de Kurt Lewin. Nesse modelo, há dois fatores opostos - um que intensifica e outro que inibe a ação – que influenciam a mudança que está em curso.

Para mim, um dos fatores inibidores foi a pandemia, que me impediu de realizar as atividades que tinha planeado, mas também trouxe novos desafios - digitais e educativos.

Um dia antes do confinamento ter sido decretado (em março de 2020), realizei um workshop sobre o desenvolvimento do voluntariado para uma das ONG de Varsóvia. Lembro-me que os gráficos, as folhas de cálculo, os cartões de metáfora e a discussão moderada foram algumas das técnicas que utilizei. Um dia depois, houve uma mudança. As nossas atividades foram suspensas. E surgiu a pergunta: o que vem a seguir? Tinha experiência na realização de webinars de ativação, mas, na época, questionava-me sobre inúmeras coisas: como posso replicar o trabalho com metáforas? Como posso implementar o trabalho em equipa com eficácia? Como posso melhorar o trabalho em grupo realizado de forma virtual para torná-lo totalmente eficaz e criativo - para o bem das pessoas envolvidas e do processo?

Eu usava alguns das aplicações, como a Jamboard, o Menitmeter, o Quizizz, o Kahoot! e os Formulários da Google nos meus workshops e na formação ou nas aulas que dava a alunos na Universidade de Varsóvia. Antes da pandemia, estas aplicações eram usadas para dar variedade ao nosso trabalho e hoje são uma das principais ferramentas de transferência de conhecimento. Eu também estava à procura de novas oportunidades para uma viragem virtual eficaz. Posso aqui recomendar as aplicações Miro, Canva e Piktochart.

Embora eu esteja familiarizado com várias ferramentas e com as suas aplicações, elas apresentam dois desafios. Um desafio está no facto de alguns adultos não estarem familiarizados com algumas aplicações e softwares. O outro decorre das diferentes formas de receção das informações por parte das pessoas. Isso tornou-se ainda mais evidente no ambiente de trabalho remoto, em rápido desenvolvimento, onde dois dispositivos separam as duas pessoas - o dispositivo usado pelo orador e o dispositivo utilizado pelo público.

O orador (formador/ educador) - computador (ou outro dispositivo digital) - e o computador (ou outro dispositivo digital) - audiência. O trabalho virtual exige um uso mais eficiente de ferramentas e dispositivos, mas também do conhecimento das outras pessoas. A este respeito, o conhecimento proporcionado pela ferramenta FRIS® tem se revelado muito útil.

Ter consciência das diferenças individuais e das diferentes formas de enviar e receber mensagens, que decorrem da utilização das quatro perspetivas - factos, relações, ideias e estruturas – torna, para mim, mais fácil preparar uma formação ou um workshop virtual. De acordo com a ferramenta FRIS®, os participantes, os parceiros, os visionários e os investigadores irão comunicar de maneira diferente o mesmo problema. Alguns concentrar-se-ão nas metas de curto prazo, enquanto outros irão buscar a solução certa por um longo período de tempo, coligindo e analisando mais dados.


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