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Aprendizagem e construção de saberes em local de trabalho: o caso de técnicos de educação e formação de adultos

12/07/2017
by Armando Loureiro
Idioma: PT

Os locais de trabalho podem ser espaços de aprendizagem e construção de saberes para os que neles realizam as suas atividades. O que de forma breve aqui se refere é fruto de uma investigação etnográfica realizada junto de uma equipa técnica de educação de adultos de um centro de educação e formação, cujos resultados se encontram publicados em diversos locais (doi: 10.1080/02601370.2012.733971; doi: 10.3384/rela.2000-7426.rela0088). Um dos objetivos dessa pesquisa foi tentar perceber se e como uma equipa de educação de adultos pode ela própria aprender em local de trabalho e, dessa forma, tentar verificar se a instituição que enquadra a sua atividade se constituía como uma organização que aprende. Os resultados mostraram que esta equipa aprende de diversas formas no desenrolar da sua ação e que está presente, naquele contexto, uma forte dimensão coletiva da aprendizagem. Na base desse processo estão as suas regras de ação, isto é, as formas características de fazer/realizar a atividade naquele local: a entreajuda, a reformulação do fazer, a generalização do fazer, os processos de reflexão na e sobre a ação.

Estes processos de aprendizagem individual e coletiva, acompanhados pelo respetivos processos de construção e reconstrução do saber profissional, embora sejam percetíveis em situações de rotina, são mais visíveis em situações de incerteza, em zonas indeterminadas da ação. Foi quando surgiram dúvidas, problemas, que a discussão educativa/formativa, realizada com base na reflexão na e sobre a ação, a heterofomação, a necessidade de reformular o fazer e o saber associado, e a circulação e coletivização de novas aprendizagens e saber, foram mais visíveis.

Os locais de trabalho podem constituir-se como espaços de aprendizagem e construção e reconstrução de um reportório de saber, e, logo, constituir-se como espaços de desenvolvimento profissional, sem dúvida. Mas não basta realizar-se uma atividade, no caso conreto na área da educação e formação de adultos, por si só, não basta ter muitos anos de "experiência" para que tais processos ocorram. Isto pode não ser suficiente, porque, entre outros aspetos, poderemos realizar, no limite, o mesmo erro durante anos e anos, podemos realizar uma ação cristalizada. 

É importante realizarmos processos de experimentação, de descoberta, é importante discutirmos, testarmos novas forma de fazer.

 

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