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7 dicas sobre como estar numa parceria transnacional e não perder o sorriso

24/02/2017
por Carlos CASTANHEIRO
Idioma: PT
Document available also in: EN SV FI HU LV DE ES FR IT PL NL ET LT

 

O que torna uma parceria eficaz? Andrew McCoshan, Coordenador Temático EPALE para a Qualidade na Educação de Adultos oferece algumas dicas baseadas nas suas experiências pessoais.

Uma das recompensas de estar envolvido num projeto Europeu é a construção e manutenção da parceria constituída para o levar a cabo. Assim, como garantimos que a nossa parceria é bem sucedida?

Não há, obviamente, respostas fáceis. Há, no entanto, algumas “dicas essenciais” a que se deve prestar atenção de forma a maximizar as nossas possibilidades de não só “sobreviver” a parcerias transnacionais, mas também de construir relações duradouras com outras pessoas e organizações.

Eis a minha lista. O que acrescentaria?

 

 

 

1. Eu sei fazer isto. Que sabes tu fazer?

É uma verdade praticamente insofismável que em qualquer parceria é vital saber quem é responsável por fazer o quê; mas é especialmente importante, num contexto transnacional, ser muito claro e explícito relativamente ao que se espera de cada parceiro, uma vez que as diferenças linguísticas e culturais podem facilmente levar a mal-entendidos. Uma parceria é igualmente uma agregação de conhecimentos e competências, pelo que será benéfico descobrir quais elas são e adequá-las às tarefas do projeto.

Dica: Não assuma automaticamente que todos sabem qual o seu papel apenas porque assinaram o acordo de parceria – leve os parceiros a discutir as suas competências e papéis durante a fase inicial do projeto, clarificando quaisquer mal-entendidos.

 

2. Parcerias sólidas são parcerias profundas…e profundidade exige tempo e boas relações pessoais

Os aspetos informais (pessoais e sociais) de uma parceria são tão importantes quanto os formais. Criar oportunidades para as pessoas se conhecerem desempenha um papel essencial no estabelecimento de relações interpessoais que podem funcionar como a “cola” que mantém unidas as parcerias. Estas ocasiões são igualmente importantes para a compreensão das várias culturas e valores presentes numa parceria.

 Dica: Dedique tempo e esforço à organização de oportunidades para os parceiros se conhecerem, paralelamente aos aspetos formais do projeto.

 

3. O mundo é uma aldeia

Verdade, mas as aldeias não funcionam apenas pelo acaso: os aldeões precisam de várias oportunidades para comunicar uns com os outros sobre assuntos formais, mas também dos encontros informais de que acabámos de falar. Provavelmente, os parceiros variarão muito no que toca à sua experiência em trabalho transnacional e às suas competências linguísticas. Eles precisam de oportunidades para contribuir e estabelecer um entendimento mútuo dos objetivos e progresso necessário.

Dica: Durante as reuniões do projeto, faça uma ronda por todos os participantes para que todos tenham oportunidade de falar.

 

4. A culpa não foi minha!

Todas as parcerias vão experienciar conflitos, erros e, ocasionalmente, crises. É importante que a parceria tenha um plano para lidar com este tipo de situações indesejáveis. Abordagens participativas de gestão de projetos que assegurem o envolvimento de todos os parceiros podem ser uma ajuda, especialmente num contexto de diversidade cultural e linguística.

Dica: Certifique-se de que é discutida, no início do projeto, a forma como a parceria lidará com enganos e conflitos.

 

5. Pequeno é bonito…por vezes

Dependendo da natureza da sua parceria, pode ter de escolher um pequeno “grupo diretivo” de parceiros-chave que reúnam regularmente e que apoiem a coordenação. Esta estratégia normalmente funciona bem – permite que as decisões sejam tomadas de forma expedita – mas este tipo de coisas tem de ser definido previamente.

Dica: É importante que todos saibam porque se formou um “grupo diretivo” e que concordem desde início com essa estratégia.

 

6. O que é que ela disse?

O Inglês tende a ser o idioma comummente utilizado nas parcerias transnacionais europeias, e apesar de as pessoas poderem ter muito bom entendimento da língua em geral, o mesmo pode não se passar no que toca a termos técnicos. Até termos aparentemente “banais”, como “aprendizagem”, podem ter significados diferentes em diferentes países e contextos.

Dica: Escreva um dicionário de termos que seja aceite pelos parceiros.

 

7. Se tiver que ir a outra reunião…

Vamos ser honestos: ninguém deseja ter de ir a mais reuniões, e as reuniões transnacionais não são exceção. É, obviamente, importante cumprir os ditames formais para aferir o progresso do projeto, por exemplo, mas os educadores não estão na educação para se sentarem à volta de mesas!

Dica: Porque não utilizar a experiência didática dos parceiros para pensar em formas criativas de gerir e levar a cabo a sua parceria e, especialmente, as inevitáveis reuniões?

 

Andrew McCoshan trabalha há 25 anos em educação e formação. Durante mais de 10 anos especializou-se em estudos de desenvolvimento e avaliação de políticas, para a UE. Andrew é, atualmente, um consultor freelancer e perito ECVET para o Reino Unido. Tem igualmente sido perito para a qualidade na Rede Transnacional de Aprendizagem do Fundo Social Europeu sobre mobilidade para jovens e jovens adultos desfavorecidos.

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Apresentando 1 - 3 de 3
  • Retrato de Maria Anversa Grasso

    Very interesting article. I would like to add two more tips.

    The first one, don't forget to plan and implement regular monitoring activities, using quantitative and qualitative indicators (questionnaires, surveys, interviews) to measure progress and success in terms of achievements of objectives and results; this allows to reveal the strenghts and weaknesses, assuring a correct evaluation of the project itself.

    Secondly, focus the dissemination activities before, during and after the partnership. You need to disseminate both tangible and intangible results by differents means (seminars, videos, websites, articrafts, exhibitions, eTwinning and other European platform) at a local, national and international level in order to guarantee the sustainability of the project also beyond its end.

  • Retrato de Hélène Paumier

    Merci Andrew pour ce post. Votre article fait écho à une publication sur EPALE nommée " Réaliser un projet : une histoire de communication" qui traite des compétences interculturelles, de la communication dans la mise en oeuvre d'un projet transnational : /en/node/23035 ( also available in english /en/blog/carrying-out-project-it-all-about-communication). 

  • Retrato de Anna Kwiatkowska

    Great article, thank You.

    What could be added? BYOD (Bring Your Own Device).... and use all means of remote communication - Skype, WhatsApp, TeamViewer, Facebook groups etc. This makes our communication and cooperation live regardless the distance.