Overslaan en naar de inhoud gaan
Blog
Blog

Qualificar digitalmente para o futuro

Este mês o atual executivo anunciou que a grande aposta até 2030 será nas competências digitais, razão pela qual foi já definido um plano estruturado de medidas que deverá permitir que Portugal chegue à data estipulada com 80% da população com essas competências. Trata-se, na verdade, de um plano ambicioso, vertido na iniciativa Portugal INCoDe.2030 que deverá dar resposta a várias desafios que temos pela frente e que, se não forem vencidos, ameaçam definitiva e seriamente a nossa economia e também a sociedade. Como sabemos, a falta de competências e, em especial das digitais, prediz um agudizar do fosso entre os que estão melhor e os que estão pior posicionados na polarização social já existente e com tendência para agravar com a emergência da nova era industrial (Indústria 4.0) e essa polarização extremada ameaça deitar por terra a inclusão social necessária para uma vivência entre todos e com todos, sem exceção, no mundo globalizado.

Este mês o atual executivo anunciou que a grande aposta até 2030 será nas competências digitais, razão pela qual foi já definido um plano estruturado de medidas que deverá permitir que Portugal chegue à data estipulada com 80% da população com essas competências.

Trata-se, na verdade, de um plano ambicioso, vertido na iniciativa Portugal INCoDe.2030 que deverá dar resposta a várias desafios que temos pela frente e que, se não forem vencidos, ameaçam definitiva e seriamente a nossa economia e também a sociedade. Como sabemos, a falta de competências e, em especial das digitais, prediz um agudizar do fosso entre os que estão melhor e os que estão pior posicionados na polarização social já existente e com tendência para agravar com a emergência da nova era industrial (Indústria 4.0) e essa polarização extremada ameaça deitar por terra a inclusão social necessária para uma vivência entre todos e com todos, sem exceção, no mundo globalizado.

Em Portugal, atualmente, sabemos que 45% da força de trabalho tem poucas ou nenhumas competências digitais, o que se revela preocupante, pois estima-se que, muito em breve, cerca de 90% dos empregos vão requerê-las.

Mas, não se pense que este desajuste entre o presente e o futuro imediato é exclusivo de Portugal. Em 2016, o Fórum Económico Mundial publicou um relatório, intitulado The Future of Jobs que constatou que, em média, em todos os tipos de profissões, mais de um terço das competências-core necessárias para o desempenho profissional em 2020 serão competências até agora consideradas não cruciais e tudo devido à digitalização que vai afetar o modo como iremos trabalhar.

Para nos reposicionarmos para o trabalho é inevitável que coloquemos na agenda das prioridades a requalificação e a aprendizagem ao longo da vida. E é por isso que a iniciativa Portugal INCoDe.2030, alinhada com outros programas e medidas, como o Programa Qualifica, assume um lugar de merecido destaque.

Com esta iniciativa Portugal está a encetar um rumo para que todos, sem exceção, se posicionem em novos patamares, dotados de competências para poderem enfrentar o futuro.

Espera-se que 50 mil portugueses recebam formação básica digital e que seja possível reconverter muitos jovens para novas profissões associadas à programação.

Não será, com certeza, fácil e, mais uma vez, não é por estarmos em Portugal. Essa é precisamente a preocupação reinante um pouco por todos os países que se preocupam em precaver o que já se sabe que vai acontecer e é por essa razão que vemos serem publicados relatórios como o Towards a Reskilling revolution: a future of jobs for all (uma recente edição do Fórum Económico Mundial, em colaboração com o The Boston Consulting Group and Burning Glass Technologies), com propostas metodológicas para que os países consigam assegurar as necessárias transições entre empregos para todos e em todas as geografias do planeta.

É evidente, e isso também se lê neste último relatório, que não é expectável que seja possível converter todos os mineiros em engenheiros de software mas será possível estudar a viabilidade de conversão com base nas similitudes entre profissões. Convém também não descurar a importância de se trabalhar ao nível das mentalidades, assumindo-se como crucial o envolvimento de todos na educação ao longo da vida, num constante despertar da curiosidade, do interesse pela aprendizagem e da aceitação da mudança. Além disso, será necessário que todos os stakeholders (governo, entidades públicas e privadas) se assumam como co-responsáveis de um mesmo projeto, integrando uma concertação de políticas e de ações com um mesmo propósito: (re)qualificar para um futuro melhor para todos.

Login (1)

Users have already commented on this article

Log in of Registreer om te reageren.

Want to write a blog post ?

Don't hesitate to do so! Click the link below and start posting a new article!

Laatste discussies

EPALE Discussie: Wat kunnen we doen om de volwasseneneducatie beter te maken voor mensen met een beperking?

In juni richt EPALE de schijnwerpers op hoe mensen met een beperking kunnen bijleren. We horen graag van jou hoe we volwasseneneducatie voor mensen met een beperking kunnen verbeteren. De schriftelijke discussie (in het Engels) zal plaatsvinden op 8 juni om 14 uur (CEST).
Meer

Vindt u het ook jammer dat de volwasseneneducatie nauwelijks bijdraagt aan het nieuwe decreet voor duaal leren?