chevron-down chevron-left chevron-right chevron-up home circle comment double-caret-left double-caret-right like like2 twitter epale-arrow-up text-bubble cloud stop caret-down caret-up caret-left caret-right file-text

EPALE

Elektroniczna platforma na rzecz uczenia się dorosłych w Europie

 
 

Resource

Pode alguém ser quem não é? : percursos de transição para a vida adulta de indivíduos classificados na categoria deficiência intelectual

Språk: PT
Document available also in: EN

Posted by Fernando Albuqu...

Tese de doutoramento, Instituto de Educação, Universidade de Lisboa

Esta investigação procura contribuir para aprofundar o conhecimento sobre jovens portugueses com a pluralidade das experiências de classificação numa categoria estigmatizada e invisível. Com idades compreendidas entre os vinte e quatro e os quarenta e um anos, nenhum destes participantes nasceu com uma condição conhecida de deficiência, acabando por ser classificados na categoria deficiência intelectual (DI), na sua maioria, por não responderem aos desafios do currículo nacional para o ensino básico. O principal objetivo consiste em compreender os modos de transição para a vida adulta de um grupo de vinte indivíduos. Ancorada no modelo social da deficiência, esta investigação assenta numa conceção de deficiência que a define como o produto da interação entre os indivíduos e as condições ambientais. Sob a moldura metodológica “curso de vida”, que sustenta a impossibilidade de separar a experiência vivida de deficiência do contexto histórico e político (Priestley, 2001), procurou-se, numa dança permanente entre os planos macro e micro, reconstruir as trajetórias biográficas e compreender os fatores que influenciam os processos de acesso à condição adulta. Para apoiar a operacionalização da investigação identificaram-se seis dimensões (efeito da classificação na (re)construção identitária, trajetórias escolares e formativas, entrada no mundo do trabalho e experiência profissional, autodeterminação, vida socioafetiva e parentalidade) que facilitaram a compreensão e explicação das lógicas de transição. Defende-se a tese de que todos os cursos de vida foram amplamente influenciados pela categorização, mas que são os fatores ambientais, como as condições objetivas de vida (Wehmeyer et al., 2003) e a ação dos sujeitos, materializada no modo como intervêm na construção das suas biografias, planeiam e executam os seus objetivos, que parecem concorrer para a impressão de modos diversificados de transição à condição adulta. De forma a tornar mais inteligível a compreensão da diversidade dos perfis de transição, propõem-se cinco modelos típicos (Transições suspensas; Transições impostas; Transições progressivas; Transições conquistadas e Transições penhoradas) que reúnem simultaneamente as singularidades e complexidades presentes nos cursos de vida estudados

Resource Author(s): 
Maria de Fátima Alcaide Forreta
ISBN: 
Tese de doutoramento
Publication Date:
Monday, 29 October, 2018
Language of the document:
Type of resource: 
Studies and Reports
Country:
Share on Facebook Share on Twitter Epale SoundCloud Share on LinkedIn