chevron-down chevron-left chevron-right chevron-up home circle comment double-caret-left double-caret-right like like2 twitter epale-arrow-up text-bubble cloud stop caret-down caret-up caret-left caret-right file-text

EPALE

Plataforma electrónica dedicada a la enseñanza para adultos en Europa

 
 

Sala de prensa

As competências na Mobilidade Europeia

18/07/2019
Idioma: PT

Os domínios da educação, da formação, da juventude e do desporto do Programa Erasmus+ representam um importante contributo para a aquisição e reconhecimento de competências, dentro e fora das fronteiras nacionais, em todos os subsistemas de educação e de formação, assim como no mercado de trabalho, independentemente de estas terem sido obtidas no ensino e formação formais ou noutra experiência de aprendizagem informal (por exemplo: experiência de trabalho/estágio, voluntariado ou aprendizagem online).

Segundo a autora Patrícia Ávila (2008), as competências do indivíduo devem responder às exigências da globalização, sociedade do conhecimento/informação, movimentos sociais e redes sociais. Assim, as novas formas de ensino e de transmissão de competências poderão estimular os indivíduos a responder mais e melhor aos desafios profissionais e sociais.

É importante ressaltar que, quando o Programa Erasmus+ refere competências, estamos perante um concepto dividido em três dimensões: a dimensão das Hard Skills , a dimensão das Soft Skills e a dimensão das Key Competencies. Contudo, é nossa opinião que as três dimensões não coexistem desvinculadas, mas são interdependentes e indissociáveis.

 Hard Skills

As hard skills são as habilidades técnicas da pessoa, especialmente adquiridas em contexto formal como no ensino, na formação, ou mesmo num trabalho. São definidas como competências básicas, basilares, essenciais e nucleares.

O programa Erasmus+ incute a promoção de hard skills nos participantes através de mobilidades que difundam melhor desempenho da aprendizagem; melhores competências ligadas aos respetivos perfis profissionais (ensino, formação, animação de juventude, etc.) e melhores competências a nível de línguas estrangeiras.

Soft Skills

As competências transversais são, definitivamente, valorizadas pelo Programa Erasmus +. Segundo o autor Kristensen (citado por Pinho, 2002: 72), as competências transversais podem ser adquiridas “(…) ao colocarmos uma pessoa num ambiente estranho, onde ela deverá contar bastante com os seus próprios recursos para fazer as coisas, que se estimulará o desenvolvimento de competências como a independência, a adaptabilidade, a criatividade, etc. Fora do contexto normal da sua educação e da sua formação, a pessoa deverá, num grau mais ou menos elevado, assumir a responsabilidade de organizar a sua própria aprendizagem, a qual desenvolve, por sua vez, as capacidades de autoavaliação, de tomada de iniciativas, etc.”

“contar com os seus próprios recursos” e o “assumir a responsabilidade de organizar a sua própria aprendizagem” constituem, assim, dois grandes agentes de desenvolvimento de competências transversais e estão cingidos nos processos de mobilidade europeia.

O Programa Erasmus+ promove igualmente a aquisição de competências transversais como: maior espírito de iniciativa e empreendedorismo; maior autocapacitação e autoestima; participação mais ativa na sociedade; maior sensibilização para a interculturalidade; bem como, maior consciência do projeto europeu e dos valores da UE; maior compreensão das interligações, respetivamente, entre a educação formal e não-formal, a formação profissional e o mercado de trabalho e maior motivação para participar, no futuro, na educação ou formação (formal/não-formal) após o período de mobilidade no estrangeiro.

Key Competencies

A União Europeia definiu 8 competências-chave que combinam conhecimento, atitudes e habilidades, consideradas essenciais na promoção do desenvolvimento pessoal, cidadania ativa, inclusão social e empregabilidade (EuryDice, 2012):

  1. Comunicação na língua materna;
  2. Comunicação na língua estrangeira;
  3. Competência em matemática, ciências e tecnologia;
  4. Competência digital;
  5. Aprender a aprender;
  6. Competência social e cívica;
  7. Espírito de iniciativa e empreendedorismo;
  8. Sensibilidade e expressão cultural.

É a partir da análise das competências e da sua importância, que o Projeto I.MOVE da EPAVE - Escola Profissional do Alto Ave, da Póvoa de Lanhoso, foi desenhado para proporcionar aos participantes o reconhecimento de hard skillssoft skills e a promoção de key competencies, consideradas basilares no desenvolvimento do capital social dos participantes e no acréscimo de valor pessoal e profissional.

 

Acompanhe todas as mobilidades no Website do I.MOVE Project: https://imoveproject.wordpress.com/

 

Fontes:

ÁVILA, Patrícia Durães (2008). A Literacia de Adultos. Lisboa: Celta.

EURYDICE(2012). The European Higher Education Area in 2012, Brussels: European Comission.

PINHO, Maria de Fátima (2002). Mobilidade transnacional e competências profissionais. Lisboa: Universidade Nova.

 

Share on Facebook Share on Twitter Epale SoundCloud Share on LinkedIn