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“Index of readiness for digital lifelong learning: changing how Europeans upgrade their skills”

O Centre for European Policy Studies, em colaboração com o Grow with Google, elaborou um relatório Intitulado “Index of readiness for digital lifelong learning: changing how Europeans upgrade their skills” que fornece um ranking dos países europeus em matéria de aprendizagem ao longo da vida digital.

Os países melhor posicionados neste ranking são a Estónia (1º lugar), a Holanda (2º), a Finlândia (3º), o Luxemburgo (4.º), Malta (5.º) e Chipre (6.º).

Portugal ocupa o 9.º lugar do ranking, situando-se acima de países como a Áustria (10.º lugar), a Irlanda (12.º), a Dinamarca (17.º) e a França (18.º). Portugal ocupa esta posição pelos elevados resultados em termos de instituições e políticas para a aprendizagem digital, não tendo ido mais além pelo atraso na disponibilização de condições para a aprendizagem digital.

Abaixo da média europeia encontram-se países como a Bélgica (21.º lugar), a Polónia (22.º), a Grécia (25.º), a Itália (26.º) e a Alemanha (27.º).

Estes resultados demonstram ainda que todos os países têm margem para melhorar e que de todos é possível extrair alguns ensinamentos.

Em termos gerais, o ranking demonstra que “o dinheiro conta” (quanto mais rico e economicamente sustentável é o país, melhor o seu resultado, embora haja exceções surpreendentes como a Alemanha e a Bélgica); que os resultados não estão relacionados com a geografia ou a história; que a determinação é fundamental (os resultados de países como Chipre e Malta evidenciam bem a relevância das políticas e do papel das instituições nesta matéria); que não existe uma proporção direta entre tamanho e desempenho (quatro dos maiores países europeus em população e produto interno bruto têm um fraco desempenho – Alemanha, França, Itália e Polónia).

Por fim, convictos de que a digitalização pode proporcionar mais oportunidades para se aprender, mais baratas e com melhor qualidade,  os autores do estudo deixam três recomendações aos decisores políticos: a Europa necessita de ser mais estratégica, o que pode ser feito através de uma política de ação coerente, tendo por base o Plano de Ação para a Educação Digital; é necessário criar um instrumento financeiro dedicado (tendo como prioridade imediata o fortalecimento das competências digitais dos grupos mais vulneráveis); e, finalmente, importa que haja um entendimento e uma criação de conhecimento, comum, sobre aprendizagem digital, assente num programa de investigação e inovação que ajude a perceber o que deve ser explorado, o que funciona, o que deve ser evitado, que custos implica, quais os benefícios e quais os riscos.

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Miroslav Beblavy
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